segunda-feira, 24 de junho de 2013

Primeira etapa: concluída.


Finalmente, a agonia acabou! passei no vestibular da faculdade do meu estado, e agora começo a construir a base do meu futuro profissional. Eu já mencionei aqui que estava dedicada aos estudos, certo? eu realmente estava, porém não totalmente, e essa brecha sempre foi porta de entrada pra inseguranças. Eu estudava em torno de 4 horas por dia de segunda a sexta, parece razoável  mas eu sempre achava que não era o suficiente. Passei por maus bocados nos dias anteriores ao da prova, um estresse que me tomava a cabeça e me tirava o animo pra tudo, eu não tinha mais vontade de nada, só tinha medo, medo de não conseguir passar agora, e de nunca conseguir depois.

Na prova eu até que tava tranquila comparada a pressão que eu me fazia com aquilo tudo, só que eu sempre tive uma mania que me prejudica bastante: a afobação. Eu geralmente quando leio uma questão, procuro a alternativa que eu considero ser a correta, marco, e vou pra outra questão, não analiso minuciosamente se não há uma "casca de banana" em nenhuma delas, apenas marco e vou para próxima. Com isso quando eu acabei a prova ainda falta mais de meia hora pro limite de tempo e isso me deixou certa de que eu não passaria.

O resultado desse vestibular saía no outro dia, era uma seleção rápida e as aulas começavam no mês seguinte. Mas nunca um dia foi tão longo, nunca demorou tanto pra chegar as 16h, mas chegou, e quando me ligaram me parabenizando eu senti um alívio tão grande, que tinha vontade de dormir até o período das aulas começarem.

Mas não poderia, porque não é exatamente pra essa faculdade (não só essa) que eu estava me preparando, eu na verdade aspiro uma federal, por diversos motivos, mas principalmente porque são boas instituições e são de graça. Então eu ainda to estudando, dessa vez um pouco mais focada no formato do ENEM (redação, lógica, etc), já que a parti do dia 29 de Julho eu começo na faculdade particular e não vou ter muito tempo pra estudar. Mas independente da instituição que me preparar, eu vou tentar ser a melhor que eu posso na minha área, a Arquitetura.

Ps: Eu postei essa foto porque sou apaixonada pelo Mike Wazowski, tô ansiosa pra assistir filme, e ta totalmente na vibe.

quarta-feira, 15 de maio de 2013

Maior idade


Hoje eu completo oficialmente 18 anos. Nem consigo acreditar que já faz tanto tempo que eu me imaginava com essa idade, e ficava ansiosa. Hoje, sinceramente, não sou metade do que eu imaginava que seria, mas isso não é novidade. A menina se imaginando tão adulta e independente, com apenas 18 anos. É a maior idade, e a parti de hoje, judicialmente, sou responsável pelos meus atos. Já posso trabalhar, já posso dirigir, já posso comprar cigarros e bebida, já posso entrar em boates, já posso assistir filmes adultos, já posso baixar pornografia, já posso ser presa, já posso posar nua, já posso entrar num motel, já posso me casar, já posso viajar sozinha, já posso adotar um filho, já posso me candidatar, já posso fazer cartões de crédito, já posso ter um nome à zelar, já posso praticamente tudo, mas provavelmente não farei quase nada.Ter 18 anos é um máximo quando você tem 15 ou menos, quando você realmente alcança seus 18, se toca que tudo que você planejou e fantasiou, só foram planos e fantasias. 

Eu me imaginava totalmente adulta, peitos, quadril e coxas grandes, organizada e responsável, como minha mãe foi, e todo o resto. Mas eu sou só uma menina, por dentro e por fora. Pra quê poder viajar sozinha, adotar um filho, dirigir, e trabalhar, se a minha mentalidade me impede de me tornar independente. Isso não é bom, eu odeio isso em mim. Sempre morei no interior, minha mãe e meu pai sempre foram do tipo que protege, mas que não prende (um pouco), e eu nunca me aflorei. Hoje, sonho em morar sozinha, ter as minhas coisas, meu dinheiro, e meus problemas, mas como? como se eu não aprendi a crescer e ser alguém? como se pra tudo eu penso primeiro nos meus pais, e depois em mim?

Eu me sinto incompleta, tenho vontade de sair de casa e construir minha vida sozinha, mas tenho vergonha de falar até com o moço do quiosque. Parecem coisas diferentes, mas não é. Ser independe exige primeiro de você, socialismo e desenvoltura. Sim, pra ser sozinho, você precisar ser social e saber como agir nas diferentes situações. Ser capaz de conversar, aprender, ensinar, questionar, e concluir, e pra isso, você precisa de outras pessoas. Moramos em uma sociedade necessariamente social, para o pesadelo dos sociopatas. 

Eu tenho medo, muito medo, do tempo passar e eu nunca mudar, de chegar aos 21, ou 23, ou mais velha, e me dar conta que eu sou exatamente a mesma nas mesmas condições. Não sair de casa, não me formar, não me tornar independente, ser alguém, ser a Flávia Duarte, e não a filha de fulano e sicrano. Rezo pra tomar jeito, confio que quando eu entrar na faculdade eu vou aflorar, crescer, amadurecer de fato, e sentir pela primeira vez, orgulho de mim mesma. Dessa vez, não vai ser por coisas ínfimas. 

quinta-feira, 2 de maio de 2013

Selecionada!


Não tenho atualizado o blog, porque ando bem ocupada esses dias, tenho estudado e a internet tava cortada. Mas há outro motivo, eu fui selecionada em um site de notícias do K-Pop, como colunista. E fiz semana passada, a minha primeira coluna. O site é o kpop NOW!, que tem parceria com a MTV, e é um dos principais sites brasileiros sobre o entretenimento sul-coreano. 

Foi divulgado no site, que eles estavam selecionando novos tradutores, e novos colunistas. Eu me interessei, já que o site aborda um tema que eu me interesso muito, e eu gosto bastante de escrever. Então me inscrevi, mandei um texto pequeno como demonstração e minhas informações básicas. Bem, pouco tempo depois o site entrou em contato comigo e fui selecionada. Passei por uma fase "trainee" e foi nela que eu postei minha primeira coluna. E acabei sendo oficialmente integrada a equipe do site. Fiquei feliz, não tenho intenção de seguir carreira jornalística e nem nada do tipo, mas é uma coisa que me diverte. 

Talvez mês que vem, eu vá fazer o vestibular de uma faculdade particular daqui, e eu espero mesmo ser selecionada. Sei que todo mundo diz "nossa, faculdade particular todo mundo entra" mas não é bem assim, não no curso que eu quero, então eu me sinto bastante insegura. Mas eu vou tentando me acalmar e manter o foco. Espero conseguir, isso me aliviaria muito!

sexta-feira, 19 de abril de 2013

Mente minha ou nossa?


Eu sempre me achei bem esquisita, com conceitos no mínimo, únicos. Nunca soube se as coisas que eu penso, o jeito que eu vejo o mundo é só meu, ou muitas outras mentes são como a minha. Um exemplo: sempre fui insegura a minha beleza, mas ao contrário de todas as outras garotas que também sofrem desse mal, eu odeio chamar a atenção e interessar alguém, com exceção do meu namorado, claro. As vezes eu me sinto tão intimidada que dá vontade de levantar o braços e sair dando dedo pra todo mundo que olhar pra mim. Isso é meio sociopatia, mas eu sou uma pessoa simpática, eu só não gosto que as pessoas me notem mais do que deveriam, me deem mais atenção do que a que está sendo vos dadas por mim. 

Pessoas que "não me orgulham" são aquelas que se vestem com a posição de vítima, e agem como se o mundo devesse algo pra elas. Porque, pelo menos pra mim, você não precisa que ninguém sinta compaixão por você pelo fato de você ser gorda, ou pobre ou deficiente em algo. E muito menos você precisa mostrar que é capaz o tempo todo, como se você é que devesse algo pro mundo. Apenas viver, ser feliz, e realizada. Isso é pra mim, o único objetivo e meta que essas pessoas deveriam traçar.

Viver em função dos outros é total perda de tempo. "Não posso usar esse casaco velho, prefiro sentir frio", vale mesmo a pena sentir frio por causa dos outros, os outros pelo menos em troca te aquecem? não? então tem alguém agindo platonicamente aqui, certo? Da pra vê que eu nunca fui popular, né? mas também da pra vê que meus amigos eram verdadeiras diversões pra mim, e eu pra eles. E é assim que tem que ser. Te fazer rir quando você sente vontade de chorar, e te fazer chorar de tanto rir, é a maior função do amigo. E você ganha isso de alguém que só é teu amigo porque você é igual a ele e todos os outros? E enquanto você simplesmente viver na sombra do que é legal pros outros, ninguém vai te admirar de verdade, porque sejamos sinceras, te admirar pelo o que? por concordar? 


quarta-feira, 10 de abril de 2013

Gorda em Potencial


Se tem uma coisa que me interessa, me seduz, me toma a atenção (além do meu namorado) é a comida. Nossa, como eu amo comer. Eu tenho uma mania um pouco esquisita, e nada saudável, embora deva ser bem comum: de precisar estar sempre comendo alguma coisa, qualquer coisa. Quando eu falo qualquer coisa eu to sendo um pouco boazinha, porque além da minha fome eterna eu sou bem chata quando se trata de paladar. Eu não como coisas que eu considero "ruim" mas nem se eu tiver morrendo de fome, se bem que tudo fica mais gostoso quando se está com fome. E a comida tem que primeiro me agradar os olhos, se aquilo tem uma aparência esquisita, pode até ser bem gostoso, mas eu prefiro não experimentar. 

Uma das rasões para eu gostar muito do jeito oriental de fazer sobremesas é a importância que eles dão para a aparência além do sabor (o que é o oposto da culinária tailandesa, que pode até ser gostosa, mas não me desperta o mínimo interesse), quem não gostaria de comer esse bolinho da foto-título? E por falar em culinária oriental, a minha primeira impressão com o Sushi foi horrível, eu tive o azar de experimentar uma comida nas piores circunstâncias possíveis (o Sushi era muito mal feito), e por muito tempo nem queria um perto de mim, até um dia que eu fui lanchar num restaurante oriental e acabei me apaixonando pelo bolinho de arroz com salmão (ou camarão, que é o meu favorito). 

Por mais que meu apetite seja de um gordo mórbido eu tive a sorte (sorte mesmo), de nascer com o incrível poder de mandar toda comida ingerida pro espaço, e não engordo mesmo se comer um boi vivo. O que me descontrola ainda mais quando o assunto é comer. Mas como não falar de comida sem uma seleção muito tentadora de imagens? porque se eu to muito na vontade, todo mundo tem que ficar:

Clique para ampliar e morrer ainda mais de vontade.

Obsessão: The Sims 3


Não sou nenhuma gamer, mas se algo tem The Sims 3 eu já me interesso. Não é de hoje que eu sou apaixonada por esse jogo, desde 2005 ou 2006 que eu já era louca por controlar uma família, e construir casas (etc). Com a evolução do game eu fiquei ainda mais apaixonada, e quando surgiu o 3 então, com gráfico e jogabilidade quase que perfeitos, eu enlouqueci!

Eu comprei ainda na pré venda, e acompanhei antes do lançamento cada novidade, ansiosíssima para jogar a terceira versão, do (na minha opinião) melhor jogo da categoria. Foram uns 30 dias de espera, mas quando o jogo chegou eu estava em outra cidade, então já podem imaginar como eu me senti quando me ligaram falando que o jogo já estava lá em casa. 

Por mais que eu seja louca por esse jogo, eu não tenho muitas expansões, só as que eu considero "essenciais", até pelo fato deu não ter dinheiro pra comprar todas que lançam. Eu tenho a Ambições, Pets, Caindo na Noite, e acho que é só. Mas eu vou comprar a Gerações e Vida de Universitário. 

Como toda boa fã desse jogo, eu tenho as minhas amadas famílias, e até a minha sim favorita: ela é, adivinha? coreana, claro! e, de novo, adivinha? arquiteta. É uma jovem adulta e mora em Sunset Valley, que por mais que seja a cidade base, é umas das que mais gosto: 


Bem, analisando o quando o The sims 3 é detalhista: além da ferramenta de criação que explora quase todo o corpo do sim, você também pode criar uma personalidade, um sonho, empregos, controlar seus empregos, acompanhar diferentes fases da vida, visitar vizinhos, adotar animais, brincar com genética, entre outros mil detalhes. Eu não imagino o que a 4º versão, se é que vai lançar, possa ter de novidade, mas vamos aguardar.

segunda-feira, 8 de abril de 2013

A Capacidade de Odiar


Não faz muito tempo e saiu um vídeo na internet que fez bastante sucesso, mas não positivamente. Em menos de um mês o vídeo alcançou mais de 2 milhões de visualizações. Se trata de um grupo de 5 rapazes dançando de forma sensual (puxando mais pro vulgar) um funk que também fez muito sucesso. Mas a questão não é o conteúdo do vídeo em si, e sim a reação das pessoas ao veem o mesmo. Eu já fui vê o vídeo com intuito de piada, com expectativa de soltar uns risinhos, porém não foi o que aconteceu, ao contrário do que eu esperava eu fiquei horrorizada com tamanha grosseria nos comentários dos vídeos, que de tantos, não dava pra acompanhar. 

Pra se ter uma ideia eu printei alguns, e queria, realmente, achar um sentido em tanto ódio, por que um vídeo com 5 gays dançando funk despertou tanto ódio nas pessoas provocando uma grande cachoeira de grosserias e ignorância? Ou, sendo mais sincera, por que tanta babaquice por causa de um vídeo?


Se analisarmos o vídeo, é de fato uma vulgaridade da parte dos meninos, assim como a maioria das coreografias do funk, mas e dai? o vídeo deveria despertar risos, até vergonha alheia, mas ódio? por que ódio? será que essas pessoas se acharam mesmo no direito de serem tão malvadas porque os garotos dançaram de forma vulgar? E pior, classifica-los de "puta e viado" por causa dessa dança? O corpo é deles, e apenas deles! não há uma regra de expressão corporal, eles dançam do jeito que bem entendem, sem da o direito de ninguém ser grosseiro e estúpido. Mas vamos da uma atenção especial ao primeiríssimo e mais impactante comentário, que abriga pérolas da ignorância como "É por isso que Deus enviou a AIDS pra encher o rabo desses gays, para no fim da vida se arrependerem e pedir perdão por desafiar Deus...". Vamos seguir esse raciocínio muito perspicaz e digamos que Deus realmente condene os homossexuais: (que aliás, foram criados pelo Diabo que tinha inveja, segundo essa pessoa de uma riqueza cultural notável) mesmo condenando, Deus não enviaria a AIDS! ele não faria isso porque Deus é um ser superior e divino, de bondado imensa e inegável.

Quer a minha sincera opinião sobre isso tudo? as pessoas sentem tanto medo de estarem errada, e de ter errado toda a vida que simplesmente não pensam na possibilidade da verdade ser outra. E se Deus não condena os homossexuais? eu posso está errada, mas eu creio que Deus não condenaria ao inferno, e sofrimento eterno uma coisa que não é escolha, é condição. Teria sentido se Deus condenasse todos os  pobres? ou negros? que culpa tem aqueles que nasceram pobre e negro? por que eles teriam que pagar por um pecado que não escolheu cometer? então, seguindo esse raciocínio: que culpa tem aqueles que nasceram gays? e não venha me dizer que a homossexualidade é escolha, porque ninguém escolheria sofrer preconceito e represálias a vida toda, e ainda no final dela ser condenado ao inferno. 

E pra finalizar essa conversa que renderia umas cinco páginas desse blog: uma pessoa que é capaz de sentir tanto ódio de um próximo só porque suas atitudes vai de encontro com o que é dito como certo (com exceção de assassinos, pedófilos, estupradores e etc, claro) como essas que comentaram o vídeo, deveria se tratar, porque isso não é e nunca será normal.