segunda-feira, 24 de junho de 2013

Primeira etapa: concluída.


Finalmente, a agonia acabou! passei no vestibular da faculdade do meu estado, e agora começo a construir a base do meu futuro profissional. Eu já mencionei aqui que estava dedicada aos estudos, certo? eu realmente estava, porém não totalmente, e essa brecha sempre foi porta de entrada pra inseguranças. Eu estudava em torno de 4 horas por dia de segunda a sexta, parece razoável  mas eu sempre achava que não era o suficiente. Passei por maus bocados nos dias anteriores ao da prova, um estresse que me tomava a cabeça e me tirava o animo pra tudo, eu não tinha mais vontade de nada, só tinha medo, medo de não conseguir passar agora, e de nunca conseguir depois.

Na prova eu até que tava tranquila comparada a pressão que eu me fazia com aquilo tudo, só que eu sempre tive uma mania que me prejudica bastante: a afobação. Eu geralmente quando leio uma questão, procuro a alternativa que eu considero ser a correta, marco, e vou pra outra questão, não analiso minuciosamente se não há uma "casca de banana" em nenhuma delas, apenas marco e vou para próxima. Com isso quando eu acabei a prova ainda falta mais de meia hora pro limite de tempo e isso me deixou certa de que eu não passaria.

O resultado desse vestibular saía no outro dia, era uma seleção rápida e as aulas começavam no mês seguinte. Mas nunca um dia foi tão longo, nunca demorou tanto pra chegar as 16h, mas chegou, e quando me ligaram me parabenizando eu senti um alívio tão grande, que tinha vontade de dormir até o período das aulas começarem.

Mas não poderia, porque não é exatamente pra essa faculdade (não só essa) que eu estava me preparando, eu na verdade aspiro uma federal, por diversos motivos, mas principalmente porque são boas instituições e são de graça. Então eu ainda to estudando, dessa vez um pouco mais focada no formato do ENEM (redação, lógica, etc), já que a parti do dia 29 de Julho eu começo na faculdade particular e não vou ter muito tempo pra estudar. Mas independente da instituição que me preparar, eu vou tentar ser a melhor que eu posso na minha área, a Arquitetura.

Ps: Eu postei essa foto porque sou apaixonada pelo Mike Wazowski, tô ansiosa pra assistir filme, e ta totalmente na vibe.

quarta-feira, 15 de maio de 2013

Maior idade


Hoje eu completo oficialmente 18 anos. Nem consigo acreditar que já faz tanto tempo que eu me imaginava com essa idade, e ficava ansiosa. Hoje, sinceramente, não sou metade do que eu imaginava que seria, mas isso não é novidade. A menina se imaginando tão adulta e independente, com apenas 18 anos. É a maior idade, e a parti de hoje, judicialmente, sou responsável pelos meus atos. Já posso trabalhar, já posso dirigir, já posso comprar cigarros e bebida, já posso entrar em boates, já posso assistir filmes adultos, já posso baixar pornografia, já posso ser presa, já posso posar nua, já posso entrar num motel, já posso me casar, já posso viajar sozinha, já posso adotar um filho, já posso me candidatar, já posso fazer cartões de crédito, já posso ter um nome à zelar, já posso praticamente tudo, mas provavelmente não farei quase nada.Ter 18 anos é um máximo quando você tem 15 ou menos, quando você realmente alcança seus 18, se toca que tudo que você planejou e fantasiou, só foram planos e fantasias. 

Eu me imaginava totalmente adulta, peitos, quadril e coxas grandes, organizada e responsável, como minha mãe foi, e todo o resto. Mas eu sou só uma menina, por dentro e por fora. Pra quê poder viajar sozinha, adotar um filho, dirigir, e trabalhar, se a minha mentalidade me impede de me tornar independente. Isso não é bom, eu odeio isso em mim. Sempre morei no interior, minha mãe e meu pai sempre foram do tipo que protege, mas que não prende (um pouco), e eu nunca me aflorei. Hoje, sonho em morar sozinha, ter as minhas coisas, meu dinheiro, e meus problemas, mas como? como se eu não aprendi a crescer e ser alguém? como se pra tudo eu penso primeiro nos meus pais, e depois em mim?

Eu me sinto incompleta, tenho vontade de sair de casa e construir minha vida sozinha, mas tenho vergonha de falar até com o moço do quiosque. Parecem coisas diferentes, mas não é. Ser independe exige primeiro de você, socialismo e desenvoltura. Sim, pra ser sozinho, você precisar ser social e saber como agir nas diferentes situações. Ser capaz de conversar, aprender, ensinar, questionar, e concluir, e pra isso, você precisa de outras pessoas. Moramos em uma sociedade necessariamente social, para o pesadelo dos sociopatas. 

Eu tenho medo, muito medo, do tempo passar e eu nunca mudar, de chegar aos 21, ou 23, ou mais velha, e me dar conta que eu sou exatamente a mesma nas mesmas condições. Não sair de casa, não me formar, não me tornar independente, ser alguém, ser a Flávia Duarte, e não a filha de fulano e sicrano. Rezo pra tomar jeito, confio que quando eu entrar na faculdade eu vou aflorar, crescer, amadurecer de fato, e sentir pela primeira vez, orgulho de mim mesma. Dessa vez, não vai ser por coisas ínfimas. 

quinta-feira, 2 de maio de 2013

Selecionada!


Não tenho atualizado o blog, porque ando bem ocupada esses dias, tenho estudado e a internet tava cortada. Mas há outro motivo, eu fui selecionada em um site de notícias do K-Pop, como colunista. E fiz semana passada, a minha primeira coluna. O site é o kpop NOW!, que tem parceria com a MTV, e é um dos principais sites brasileiros sobre o entretenimento sul-coreano. 

Foi divulgado no site, que eles estavam selecionando novos tradutores, e novos colunistas. Eu me interessei, já que o site aborda um tema que eu me interesso muito, e eu gosto bastante de escrever. Então me inscrevi, mandei um texto pequeno como demonstração e minhas informações básicas. Bem, pouco tempo depois o site entrou em contato comigo e fui selecionada. Passei por uma fase "trainee" e foi nela que eu postei minha primeira coluna. E acabei sendo oficialmente integrada a equipe do site. Fiquei feliz, não tenho intenção de seguir carreira jornalística e nem nada do tipo, mas é uma coisa que me diverte. 

Talvez mês que vem, eu vá fazer o vestibular de uma faculdade particular daqui, e eu espero mesmo ser selecionada. Sei que todo mundo diz "nossa, faculdade particular todo mundo entra" mas não é bem assim, não no curso que eu quero, então eu me sinto bastante insegura. Mas eu vou tentando me acalmar e manter o foco. Espero conseguir, isso me aliviaria muito!

sexta-feira, 19 de abril de 2013

Mente minha ou nossa?


Eu sempre me achei bem esquisita, com conceitos no mínimo, únicos. Nunca soube se as coisas que eu penso, o jeito que eu vejo o mundo é só meu, ou muitas outras mentes são como a minha. Um exemplo: sempre fui insegura a minha beleza, mas ao contrário de todas as outras garotas que também sofrem desse mal, eu odeio chamar a atenção e interessar alguém, com exceção do meu namorado, claro. As vezes eu me sinto tão intimidada que dá vontade de levantar o braços e sair dando dedo pra todo mundo que olhar pra mim. Isso é meio sociopatia, mas eu sou uma pessoa simpática, eu só não gosto que as pessoas me notem mais do que deveriam, me deem mais atenção do que a que está sendo vos dadas por mim. 

Pessoas que "não me orgulham" são aquelas que se vestem com a posição de vítima, e agem como se o mundo devesse algo pra elas. Porque, pelo menos pra mim, você não precisa que ninguém sinta compaixão por você pelo fato de você ser gorda, ou pobre ou deficiente em algo. E muito menos você precisa mostrar que é capaz o tempo todo, como se você é que devesse algo pro mundo. Apenas viver, ser feliz, e realizada. Isso é pra mim, o único objetivo e meta que essas pessoas deveriam traçar.

Viver em função dos outros é total perda de tempo. "Não posso usar esse casaco velho, prefiro sentir frio", vale mesmo a pena sentir frio por causa dos outros, os outros pelo menos em troca te aquecem? não? então tem alguém agindo platonicamente aqui, certo? Da pra vê que eu nunca fui popular, né? mas também da pra vê que meus amigos eram verdadeiras diversões pra mim, e eu pra eles. E é assim que tem que ser. Te fazer rir quando você sente vontade de chorar, e te fazer chorar de tanto rir, é a maior função do amigo. E você ganha isso de alguém que só é teu amigo porque você é igual a ele e todos os outros? E enquanto você simplesmente viver na sombra do que é legal pros outros, ninguém vai te admirar de verdade, porque sejamos sinceras, te admirar pelo o que? por concordar? 


quarta-feira, 10 de abril de 2013

Gorda em Potencial


Se tem uma coisa que me interessa, me seduz, me toma a atenção (além do meu namorado) é a comida. Nossa, como eu amo comer. Eu tenho uma mania um pouco esquisita, e nada saudável, embora deva ser bem comum: de precisar estar sempre comendo alguma coisa, qualquer coisa. Quando eu falo qualquer coisa eu to sendo um pouco boazinha, porque além da minha fome eterna eu sou bem chata quando se trata de paladar. Eu não como coisas que eu considero "ruim" mas nem se eu tiver morrendo de fome, se bem que tudo fica mais gostoso quando se está com fome. E a comida tem que primeiro me agradar os olhos, se aquilo tem uma aparência esquisita, pode até ser bem gostoso, mas eu prefiro não experimentar. 

Uma das rasões para eu gostar muito do jeito oriental de fazer sobremesas é a importância que eles dão para a aparência além do sabor (o que é o oposto da culinária tailandesa, que pode até ser gostosa, mas não me desperta o mínimo interesse), quem não gostaria de comer esse bolinho da foto-título? E por falar em culinária oriental, a minha primeira impressão com o Sushi foi horrível, eu tive o azar de experimentar uma comida nas piores circunstâncias possíveis (o Sushi era muito mal feito), e por muito tempo nem queria um perto de mim, até um dia que eu fui lanchar num restaurante oriental e acabei me apaixonando pelo bolinho de arroz com salmão (ou camarão, que é o meu favorito). 

Por mais que meu apetite seja de um gordo mórbido eu tive a sorte (sorte mesmo), de nascer com o incrível poder de mandar toda comida ingerida pro espaço, e não engordo mesmo se comer um boi vivo. O que me descontrola ainda mais quando o assunto é comer. Mas como não falar de comida sem uma seleção muito tentadora de imagens? porque se eu to muito na vontade, todo mundo tem que ficar:

Clique para ampliar e morrer ainda mais de vontade.

Obsessão: The Sims 3


Não sou nenhuma gamer, mas se algo tem The Sims 3 eu já me interesso. Não é de hoje que eu sou apaixonada por esse jogo, desde 2005 ou 2006 que eu já era louca por controlar uma família, e construir casas (etc). Com a evolução do game eu fiquei ainda mais apaixonada, e quando surgiu o 3 então, com gráfico e jogabilidade quase que perfeitos, eu enlouqueci!

Eu comprei ainda na pré venda, e acompanhei antes do lançamento cada novidade, ansiosíssima para jogar a terceira versão, do (na minha opinião) melhor jogo da categoria. Foram uns 30 dias de espera, mas quando o jogo chegou eu estava em outra cidade, então já podem imaginar como eu me senti quando me ligaram falando que o jogo já estava lá em casa. 

Por mais que eu seja louca por esse jogo, eu não tenho muitas expansões, só as que eu considero "essenciais", até pelo fato deu não ter dinheiro pra comprar todas que lançam. Eu tenho a Ambições, Pets, Caindo na Noite, e acho que é só. Mas eu vou comprar a Gerações e Vida de Universitário. 

Como toda boa fã desse jogo, eu tenho as minhas amadas famílias, e até a minha sim favorita: ela é, adivinha? coreana, claro! e, de novo, adivinha? arquiteta. É uma jovem adulta e mora em Sunset Valley, que por mais que seja a cidade base, é umas das que mais gosto: 


Bem, analisando o quando o The sims 3 é detalhista: além da ferramenta de criação que explora quase todo o corpo do sim, você também pode criar uma personalidade, um sonho, empregos, controlar seus empregos, acompanhar diferentes fases da vida, visitar vizinhos, adotar animais, brincar com genética, entre outros mil detalhes. Eu não imagino o que a 4º versão, se é que vai lançar, possa ter de novidade, mas vamos aguardar.

segunda-feira, 8 de abril de 2013

A Capacidade de Odiar


Não faz muito tempo e saiu um vídeo na internet que fez bastante sucesso, mas não positivamente. Em menos de um mês o vídeo alcançou mais de 2 milhões de visualizações. Se trata de um grupo de 5 rapazes dançando de forma sensual (puxando mais pro vulgar) um funk que também fez muito sucesso. Mas a questão não é o conteúdo do vídeo em si, e sim a reação das pessoas ao veem o mesmo. Eu já fui vê o vídeo com intuito de piada, com expectativa de soltar uns risinhos, porém não foi o que aconteceu, ao contrário do que eu esperava eu fiquei horrorizada com tamanha grosseria nos comentários dos vídeos, que de tantos, não dava pra acompanhar. 

Pra se ter uma ideia eu printei alguns, e queria, realmente, achar um sentido em tanto ódio, por que um vídeo com 5 gays dançando funk despertou tanto ódio nas pessoas provocando uma grande cachoeira de grosserias e ignorância? Ou, sendo mais sincera, por que tanta babaquice por causa de um vídeo?


Se analisarmos o vídeo, é de fato uma vulgaridade da parte dos meninos, assim como a maioria das coreografias do funk, mas e dai? o vídeo deveria despertar risos, até vergonha alheia, mas ódio? por que ódio? será que essas pessoas se acharam mesmo no direito de serem tão malvadas porque os garotos dançaram de forma vulgar? E pior, classifica-los de "puta e viado" por causa dessa dança? O corpo é deles, e apenas deles! não há uma regra de expressão corporal, eles dançam do jeito que bem entendem, sem da o direito de ninguém ser grosseiro e estúpido. Mas vamos da uma atenção especial ao primeiríssimo e mais impactante comentário, que abriga pérolas da ignorância como "É por isso que Deus enviou a AIDS pra encher o rabo desses gays, para no fim da vida se arrependerem e pedir perdão por desafiar Deus...". Vamos seguir esse raciocínio muito perspicaz e digamos que Deus realmente condene os homossexuais: (que aliás, foram criados pelo Diabo que tinha inveja, segundo essa pessoa de uma riqueza cultural notável) mesmo condenando, Deus não enviaria a AIDS! ele não faria isso porque Deus é um ser superior e divino, de bondado imensa e inegável.

Quer a minha sincera opinião sobre isso tudo? as pessoas sentem tanto medo de estarem errada, e de ter errado toda a vida que simplesmente não pensam na possibilidade da verdade ser outra. E se Deus não condena os homossexuais? eu posso está errada, mas eu creio que Deus não condenaria ao inferno, e sofrimento eterno uma coisa que não é escolha, é condição. Teria sentido se Deus condenasse todos os  pobres? ou negros? que culpa tem aqueles que nasceram pobre e negro? por que eles teriam que pagar por um pecado que não escolheu cometer? então, seguindo esse raciocínio: que culpa tem aqueles que nasceram gays? e não venha me dizer que a homossexualidade é escolha, porque ninguém escolheria sofrer preconceito e represálias a vida toda, e ainda no final dela ser condenado ao inferno. 

E pra finalizar essa conversa que renderia umas cinco páginas desse blog: uma pessoa que é capaz de sentir tanto ódio de um próximo só porque suas atitudes vai de encontro com o que é dito como certo (com exceção de assassinos, pedófilos, estupradores e etc, claro) como essas que comentaram o vídeo, deveria se tratar, porque isso não é e nunca será normal.

sábado, 6 de abril de 2013

Padrão do Corpo Perfeito


Basta você apenas procurar roupas na internet que já vem modelos magrinhas, e aparentemente "perfeitas" nas roupas. Sei que muita gente vai de encontro com o magro é bonito, muita, porém eu não tenho esse conceito frio de que se você é magro, ao contrário do que dizem, você não é bonito. A gente tem que parar de dizer: que bonito é o magro, não, bonito é o gordo, também não, bonito é o meio termo, etc. Porque de uma forma ou de outra, a gente magoa alguém. Quando as pessoas são agressivas ao ponto de dizerem coisas como "nossa, gente magra é horrível, parece doentes" ou "nossa, como alguém pode achar gente gorda bonita?" acabam magoando muito mais pessoas do que imaginam, o magro se sente mal e o gordo também.

Tem casos de pessoas que não tem tendencia a corpo magro e que se mata pra se manter a baixo dos 50 kg, essas sim que precisam entender que não é que magreza seja feia, é que bonito mesmo, é aparentar saúde, e todo mundo ta cansado de saber que pessoas que tem essa obsessão por ser magra aparenta tudo, menos saúde. Bem, eu sou magra, e tenho muita dificuldade de engordar, muita mesmo, eu queria ganhar uns 6 kg e conseguir manter esse peso (56 kg) já que eu tenho 1, 70. Eu não acho feio gente magra, nem acho feio gente gorda, eu acho feio é gente que dita um padrão e faz outras pessoas não se sentirem bem com o corpo que tem.

Por exemplo, na Coreia do Sul, acho que todo mundo já notou que a maioria dos artistas são magros e esbeltos, alguns até demais, chegando a ser preocupante, e um ou outro perdido é que tem um corpão que a gente brasileiro bem conhece. Por conta dessa ditadura da magreza muitas meninas sul coreanas chegam a ser afastadas por seus familiares ou amigos por apresentar mais peso que o padrão. E isso acontece com artistas também, como uma das minhas bias, Yuri, que em 2010, na passagem do single Oh! para o single Hoot, ela fez uma dieta bem pesada e emagreceu de forma absurda, chegando a assustar os fãs:


Então foi ai que eu notei que esse problema não atinge só aquela menina tímida, quase sem amigos que sonha em ser popular ou reconhecida e acha que a culpa está no corpo que tem, atinge também a artista famosa que tem amor de fãs por todo lado, mas que também vê críticas sobre seu peso. A Yuri sempre foi conhecida como a integrante mais sexy do grupo (as expressões dos rapazes ao fundo, na primeira foto, prova) pelo seu corpo, e pelo movimento que ela conseguia fazer graças ao Yoga. Mas isso não impediu de muitas pessoas comentarem "ela é gorda?" "eu acho ela um pouco acima do peso" e querendo ou não, atingindo a própria Yuri.

Porém, admito, é muita hipocrisia da minha parte não "concordar" com isso tudo. Ser magro ou ser gordo vai muito além de pessoas dizerem o que você deve ser, é o fato de você se olhar no espelho e por mais que todo mundo diga que você é linda, você não se achar atraente. Então essa coisa de "você é linda do jeito que é" nem sempre funciona, vamos ser sinceras. Mas então, se você quer se sentir bem consigo mesmo, que é mais que um direito seu, é um dever. Seja, batalhe por isso, faça academia, uma dieta saudável, e por falar em saudável, seja sempre saudável, ganhando ou perdendo peso, porque aliás, do que adiantaria você finalmente conseguir o corpo que você sempre quis, se você iria ter que tomar cuidados médicos cansáveis durante toda a vida para não morrer? pense bem nisso, seja consciente, e não desista de se sentir feliz.

quinta-feira, 4 de abril de 2013

Experimente: Younha


Pouquíssimas pessoas da nova geração que curte o K-Pop ouvem ou já ouviram a Younha. Por inúmeros motivos, um deles é por ela não ser uma artista muito midiática hoje em dia. Outro é por ela não se encaixar nos atuais padrões de K-Pop, já que suas músicas são mais pesadas, puxando mais pro rock clássico. Mas embora ela não seja a preferida dos novos Kpopers, eu a admiro muito, ela tem um talento inegável e sua música é muito boa, sem falar que ela é a segunda coreana, depois de BoA, a entrar no Top 20 da Oricon (ela é mais conhecida no Japão). Outra peculiaridade da Younha é o fato dela, ao contrário da maioria das artistas femininas do K-Pop, não usar o corpo junto com a voz. Ela não dança, não se veste de forma atraente, apenas toca e canta, então digamos que, ela é uma artista do K-Music e J-Music. 

Para demonstrar em imagens e sons o talento dela eu escolhi um live de um cover da música Viva La Vida de Coldplay, e com certeza vocês vão se apaixonar pelo jeito simples e forte da Younha, e por sua voz doce também:


Eu não conhecia o trabalho da Younha, justamente pelos motivos citados a cima. Ela ficou muito tempo sem lançar nada novo na Coreia, até o ano passado. Eu não ouvi todos os seus álbuns, aliás só ouvi apenas um, SUPERSONIC, porém ele se tornou um dos melhores álbuns coreanos que já escutei, foi lançado em 2012 e tem apenas um single, Run:


Em março desse ano, ela liberou um novo single e logo depois lançou o MV, em pouco tempo ele já estava no topo de vários rankings musicais, o que me deixou um tanto feliz. A música é "It's Not Like That", que conta com uma melodia mais calma, porém no final screams bem altos, mostrando o quão grande é sua potência vocal. 




terça-feira, 26 de março de 2013

Frustração


Se tem uma coisa em que sou muito frustrada comigo mesma é o fato deu não ajudar ninguém, nenhuma causa social, ou ONGs. Já fui voluntária uma vez ha uns dois anos em uma casa para idosos da minha cidade junto com minha escola, a Casa dos Pobres. Lá vivem muito velhinhos muitas vezes esquecidos pelos seus filhos e desamparados pela família. Não há nada mais triste que ouvir de um velhinho com os olhos cheios: "meu filho nunca veio me ver". Nós passamos a semana de páscoa lá, vestidas de coelhinhas, levamos bolos e doces e passamos a tarde conversando com eles. Porém alem disso, eu nunca fui voluntária em mais nada. 

Eu queria poder ser útil, me sinto tão decepcionada quando vejo um cãozinho magro e ferido na rua e não ajudo, porque meu cachorro é muito agressivo com outros cachorros e minha mãe não permitiria nem em pensamento eu trazer algum cachorrinho pra casa. Me sinto triste em vê um filhotinho de gato, tão pequeno e vulnerável sozinho na rua, onde tem tanta gente descuidada e malvada, e não ajudar. Vejo meninos com semblante triste, ou esfomeado, e me sinto péssima por ninguém se comover, muito pelo contrário, as pessoas evitam com medo de serem maloqueiros. 

A sociedade de torna cada vez mais egoísta.  Igrejas que pregam a palavra de Deus, mas os fiéis só se importam neles mesmos em ir pro céu, ajudar a si mesmo a ter vida eterna no paraíso, e mais nada. Escolas que ensinam crianças a sempre desconfiar, a sempre se afastar. A realidade hoje pede cautela sim, porque tem muita gente ruim, mas e a essência? ajuda-e o próximo, ama-e ao próximo?

Eu tenho como objetivo me estabelecer economicamente, não sonho em ser rica, acho alto demais (risos), porém ser bem sucedida e então poder dedicar tempo e dinheiro para causas sociais, ajudar de verdade, não só pensando em ir pro céu mas sim em deixar esse mundo com a certeza que pelo menos algo útil eu fiz a outras pessoas, que eu não só vivi por mim e por minhas necessidades, que eu pude sentir a sensação de ajudar alguém a ser um pouco mais feliz.

domingo, 24 de março de 2013

60's


Ah os anos 60, época dos incríveis Beatles, da maravilhosa Marilyn Monroe, da inspiradora Audrey Hepburn, do contagiante Elvis Presley, do envolvente movimento Hippie, dos corpos naturais, dos penteados altos e olhos destacados, da calça boca de sino, das combes coloridas e floridas, da revolução, da música, da arte, da dança, do pop, entre outras mil coisas. Como eu amo essa década. Queria dela ter experimentado, sentido o gosto da liberdade de pensamento em meio a opressão de expressão.

Tudo dos anos 60 me fascina, o quanto a beleza era simples e natural de todas as coisas naquela época. Como não amar aquelas roupas brilhantes dos anos 60? e como não amar aquelas poesias inteligentes que tinha nas musicas dos anos 60? e aquelas cores vibrantes da arte pop? e como não amar e se apaixonar por aqueles rostos que estampavam as revistas e a TV? 

A expressão visual e poética que o movimento, e a década passava e passa é lindo, é maravilhoso. Sou tão fascinada que Lana Del Rey é uma das minhas cantoras favoritas só pelo conceito anos 60 que ela adotou. Eu não sei se estarei viva pra ver de perto uma nova revolução, mas revolução mesmo, uma mudança definitiva de comportamento e perspectiva. Eu não sei se eu estarei viva quando mundo perceber que o belo é o natural e que o legal é o instruído. E pra ver as pessoas deixando suas zonas de conforto pra lutar pelas próximas gerações. Eu não sei se eu vou um dia poder viver o idealismo dos anos 60, mas eu espero.

sábado, 23 de março de 2013

Vulgar é o seu preconceito!


Há pouco tempo tive uma discussão com uma pessoa sobre a nova lei da Coreia do Sul. Essa pessoa disse que concordava com a lei, e que achava que a promiscuidade levaria um país inteiro pro buraco. E mais, que era a favor da moral e dos bons costumes. Bem, não há nada mais hipócrita que o tal do moralismo, ninguém é isento de pecados e defeitos, e achar que pode mesmo assim traçar um modelo perfeito a se seguir pelos outros é ridículo. 

Roupas curtas não refletem promiscuidade, a promiscuidade é quando uma pessoa fica com várias outras sem nenhum compromisso, e como isso pode ser refletido numa peça de roupa? não pode e não é. Cada um tem seu estilo, se veste da forma que deseja, e isso não significa que esteja disponível pra ninguém. Muitas garotas se arrumam apenas para elas mesmas.

E se a garota usa shorts curtos porque quer mesmo chamar atenção? e dai? é a vida dela, é o corpo dela, se ela gosta de chamar a atenção é porque ela é feliz assim, e nenhuma lei, nem nenhum conceito pode tirar a felicidade de alguém e achar que está certo. Só que querer chamar a atenção e ser assediada são coisas totalmente diferentes, falo com quase toda a certeza que nenhuma garota se sente confortável com atitudes grotescas de homens que acham que tamanho de short indica disponibilidade. 

Acontece que a merda do moralismo sempre cai pro lado da mulher. Ela que tem que se vestir de forma adequada, e não o homem que tem que aprender a respeitas todas, sem exceção, independente de qualquer circunstancia.

sexta-feira, 22 de março de 2013

Interiores

Uma das coisas que mais amo em Arquitetura é o Designe de Interiores, "mas espera, arquitetura é um curso, designe de interiores é outro." é, realmente, a arquitetura é o planejamento da estrutura da casa, por fora e por dentro, porém, faz parte também da Arquitetura, planejar o Lay Out de cada cômodo. E eu, particularmente, adoro isso.

Eu tenho estilos favoritos de cada cômodo, e da casa em si. Eu preso a suavidade, e o conforto, isto é: quanto mais amplo for, e mais espaços tiver, melhor. Não curto, nem esteticamente, cômodos "entulhados", muita mobília, muita decoração, muita cor, isso cansa os olhos e é desconfortável, e uma casa tem sempre que ser confortável, mesmo que seja moderna. Porém, eu também gosto do contraste de cores, uma cor que se destaca entre outras mais suaves, acho bem adequado para cômodos como as salas:

 

O amarelo ficou em contraste com cores suaves como o branco e o cinza, o que deu um visual bonito e bem moderno pra sala de estar, sem cansar os olhos, como geralmente faz os designe que abusam de cores fortes. O estilo também se aplica muito bem às sala de jantares e/ou cozinhas:


Outro tópico de designes é a escada, para alguns as escadas são apenas um detalhe da casa, o que te leva para o primeiro andar, mas eu discordo, uma casa que tem uma escada bem arquitetada nem precisa se preocupar muito com objetos de decoração, porque ela se torna o mais interessante. Para espaços pequenos, as escadas espirais são mais adequadas, ou a simples, ou a mais elaborada, que consequentemente chama mais atenção: 




Para casas maiores, as mais tradicionais. Ocupam mais espaço mas podem ser mais elegantes. Eu não gosto das escadas retas, acho sem graça e uma ocupação desnecessária de espaço, gosto dos modelos inclinados como esses: 




Os quartos, para mim, tem que aproveitar o máximo de espaço possível, sem tumultuar o cômodo, principalmente os quartos infantis, que geralmente tem mais objetos. Por isso, é uma boa ideia, planejar o quarto, e fazer camas e cômodas juntas, assim não pesa muito na ocupação de espaço e fica tudo muito funcional, sem falar que é muito bonito, e num quarto infantil, pode-se abusar das cores.




Essa ideia em um quarto mais adulto, que possui menos objetos, faz com que esse cômodo ocupe um espaço mínimo na casa. Podendo abrigar mais de uma pessoa num apartamento pequeno. É bem útil:



Os banheiros. Muita gente entope o banheiro de armários, caixas, gavetas, etc, para poder guardar produtos pessoais. Eu sinceramente acho que não é nada bom, primeiro que fica tumultuado, e se tem um cômodo de precisa de espaço, é o banheiro, e segundo, por mais que você tente, nunca fica organizado. O banheiro não precisa ser grande, o banheiro tem que ser pequeno mesmo, mas ele tem que ter espaço, questão até de segurança. Então, eu optaria um banheiro só com o essencial (espelho, vaso sanitário, pia, balcão, cestos e chuveiro, ou banheira), e todas as outras coisas guardadas em um outro cômodo, só pra isso. Ou seja, assim:


Eu ainda sou muita nova, moro na casa da minha mãe, mas quando eu for morar sozinha, vou planejar meu apartamento assim, que provavelmente será pequeno, então fica mais bonito e funcional optar por esses designes que eu citei.

quarta-feira, 20 de março de 2013

Meu Senso de Humor




Eu sempre fui uma pessoa quase que livre de preconceitos, até hoje, não achei em mim nenhuma fobia social, ou algo assim. Porém, justamente por não ter preconceitos, sempre levei muitas coisas na brincadeira, coisas que muita gente julga preconceituosas, por tratar de assuntos, que as mesmas julgam delicados. Como por exemplo, piada com negro ou gay. Nossa, as pessoas se ofendem de um jeito que nem parece que quando chegam em casa educam o filho pra se for gay, ser o mais enrustido possível, porque é do demônio a homossexualidade, ou tem medo só de ver um negro mal vestido se aproximando numa rua escura. 

É bem interessante como o pseudo moralismo ta presente em todo canto do mundo. Gente que grita "RACISMO" em uma brincadeira, porém tem em mente, ou em coração, dogmas preconceituosos muito pior que qualquer piadinha besta. Eu riu com qualquer piada, com tanto que não machuque, e não humilhe. Pra mim, a piada foi feita pra todos compartilharem o riso, a diversão, e não pra uns rirem sobre outros. Isso é maldade.

Não sou moralista, pra mim o moralismo é uma bosta. Mulher ter que ser santa, nunca falar palavrões, pentear o cabelo, perder a virgindade com o marido, criar bem os filhos, e sempre andar de acordo com a idade, tudo isso é uma bosta. As pessoas tem que ser, primeiro, felizes, depois, respeitadoras. Sim, o moralismo é uma merda, porém o respeito não é opcional, é necessário respeitar pra se ter respeito, e isso não é não falar palavrões, tem nada a ver, respeito é tolerar as escolhas dos outros, porque aliás, nada que não for da sua vida é da sua conta. E é ter ética,  tratar o próximo da mesma forma que gostaria de ser tratado.

Me perdi, mas concluo: esse é o meu senso de humor, é a piada bem pensada, inteligente, divertida, ou até sem noção, mas que fazem todos rirem. E quando eu falo de todos, é todos aqueles que se amam do jeito que nasceram, e não aqueles que tem um auto preconceito e insiste em colocar a culpa desse na sociedade. O negro que acha que aquele cara engraçado é preconceituoso e tem que ser preso, só por causa de uma piadinha besta: esse tem preconceito de si mesmo, acha que sua cor o faz diferente, ou especial, acha que as pessoas precisam de cautela quando se referem à ele, porque ele é negro. Cara eu sou branca, grande bosta. Se diferenciar porque é negro, é gay, é baixo, é alto, é magro, é gordo, tudo isso é auto preconceito, aprenda a se amar, e isso some, vai por mim.

segunda-feira, 11 de março de 2013

Faculdade



Faço 18 anos em Maio desse ano, já estou ficando velha, e as responsabilidades aparecendo. Terminei o segundo grau - nossa, ninguém mais fala isso - ano passado, porém não passei no Enem, o que me fez ficar esse ano inteiro totalmente desocupada. Pode parecer legal, mas depois que passa dos dois meses que você sempre tirou férias, o ócio começa a te perturbar, principalmente se você for como eu, insegura. Por mais despreocupada que seja a sua personalidade, quando chega nessa hora, você começa a ter medo da faculdade: se você vai conseguir entrar, se você vai conseguir terminar, se isso tudo é o que você quer, e se há realmente algo que você queira. 

O mais seguro, e infelizmente, o mais chato, é você se dedicar aos estudos. Não tem essa de "faça isso, e o estudo será menos cansativo", o estudo é cansativo sim, chega uma hora que dá vontade de você virar hippie e morar numa montanha. Porém, não é porque não é fácil que se deva desistir, eu sigo a filosofia da minha mãe: "se algo que você tem que fazer é desagradável, se dedique para que possa terminar mais cedo, e se livrar logo disso", pois é, estudar é chato, então é melhor eu dá tudo de mim, aprender o necessário, e acabar logo com essa responsabilidade. 

Eu, ao longo da minha curta vida, já pensei em várias profissões, porém, quando atingi a idade necessária pra um raciocínio maduro e lógico eu escolhi a Arquitetura, por tais motivos: eu sempre gostei de design, e mesmo que inconscientemente, decorações, estruturas, prédios e formas sempre me atraíram; é uma profissão em que eu serei minha própria chefe e responsável apenas por mim; é relativamente uma profissão bem remunerada, que me dá a segurança e o conforto, necessário. 

Não entrei no Enem por motivos óbvios, não estudei. Confiei que a concorrência não seria muita, e o que eu aprendia na escola era o bastante, mas não, não foi, e eu tive uma pontuação bem medíocre: 567,20. Então meus jovens, se vocês ainda vão tentar Enem, estudem agora, comecem agora, vocês não irão passar apenas com a escola, ou conversando no cursinho, e perder um ano é desnecessário e bobeira. Sem falar que sua autoestima e autoconfiança ficam bem abaladas.

Obsessão: Coréia


Todo mundo tem uma obsessão, ou ao menos algo que goste muito. Pois bem, eu tenho a minha, e é: Coréia do Sul. Praticamente tudo que envolve a Coréia me encanta. Roupas, músicas, danças, etc. Mas em especial a música, mais precisamente, o K-Pop. Tenho minhas bandas, e artistas favoritos, aqueles que se eu vejo o nome escrito em qualquer lugar, preciso vê do que se trata. Um exemplo, as Soshi, ou mais conhecidas, Girls Generation. Sei todas as músicas, ouço todos os álbuns  e tento dançar todas as coreografias, uma pena que ao contrário dos outros fãs, não posso ir aos seus shows, porque a maioria desses ocorrem na Ásia, que fica do outro lado do globo. 

Mas isso não me impede de tieta-las da forma possível, coleciono fotos no meu We Heart It, músicas e clipes no PC e acompanho sites relacionados. Dentro das Girls Generation também tenho as minhas favoritas, Bias, como é chamado pelos fãs: a Hyoyeon, a Taeyeon e a Yuri. Emboras essas sejam as minhas bias, todas são carinhosamente tietadas por mim.

Meu clipe favorito, The Boys, 2011.

Além das Soshi, escuto muitas outras bandas de K-Pop: BoA, 2NE1, Sistar, Ailee, AOA, F(x), Super Junior, Hello Venus, After School, T-Ara, Lee Hi (etc). Mas outra coisa que me encanta, além da música, é a moda coreana. Na minha humilde opinião, a moda coreana é a representação mais fofa que há das roupas. 





Tem uma coisas que consegue ser ainda mais fascinante que as musicas e a moda: a dança. Me chama muito a atenção a forma como os coreanos conseguem realizar sua dança, com quase ou perfeita sincronia, fazendo qualquer musica se tornar um mero detalhe. Está muito presente nos clipes musicais, e também nos covers feitos pelos fãs, mas nenhuma dança por mais executada que seja, se torna comum. A maioria delas exige uma dedicação de profissional, não se trata de apenas música e dança, se trata de performances, verdadeiros shows, que por trás guarda muito suor e trabalho. Escolhi uns vídeos que demonstram o que estou falando:




Sem falar que tem também os clipes fofos e divertidos, que te seduzem mais pelos olhos que pelos ouvidos, embora a musica fique na sua cabeça a semana toda:




E isso tudo nem é a metade da minha obsessão, porém, paremos por aqui para não cansar. Outras coisas que me encantam é a arquitetura, a culinária, os costumes, e o visual em si que a Coréia do Sul tem pra apresentar. E uma das viagens que eu pretendo fazer, irei para Seoul, conhecer de perto o que me encanta. E quem sabe, descobrir novos encantos.

sábado, 9 de março de 2013

Futuro



Não sonho com coisas gigantescas quando se trata de futuro, não planejo descobrir a cura, descobrir um novo planeta, uma nova forma, ou nada tão marcante. Eu na real, tenho planos bem simples: como ser bem sucedida na minha profissão, poder conhecer várias culturas e lugares, tem bons filhos, e boas histórias pra contar no finzinho da vida. 

Sempre fui enlouquecida por viajar, porém nunca tive a oportunidade. Quero conhecer novos lugares, novas formas de pensar, novos costumes, modos diferentes do meu de ver e viver a vida. Planejo também a minha cerimonia de casamento, como todas as mulheres, porém, não muito tradicional: eu não penso em igreja, eu penso mais em ar livre, uma praia ou um jardim, mas penso em me casar também aos olhos de Deus. Embora eu não creia que o casamento indissolúvel tenha a ver com os mandamentos de Deus, creio que tenha sido uma política adotada pelo catolicismo por um motivo maior. Penso em crescer cada vez mais em minha profissão, evoluir meu intelecto e me transformar na melhor que eu puder ser. Não quero nome, quero reconhecimento. Não pretendo ser famosa, conhecida, pilar ou algo do tipo, mas pretendo construir uma reputação positiva a respeito do meu trabalho. Eu pretendo ser Arquiteta. Sempre me interessei por design, prédios, formas e cores. E é nisso que eu quero depositar meu interesse e dedicação. Minhas dedicação é uma coisa que costuma ser bem seletiva, e interesse bem mais ainda. Estudar nunca foi meu forte, mas sou uma pessoa relativamente inteligente, o que sempre me ajudou. 

O meu futuro não é muito vago, mas eu procuro deixar espaço pro acaso preencher, ou o destino. Acredito no destino. E acho que é crucial, é importante, você não planejar tudo, porque as coisas nem sempre estarão sobre o nosso controle, e é bom está preparada pra improvisar, caso contrário, as decepções serão bem mais afetivas do que deverão ser.

Personalidade



Alguém aqui realmente sabe qual é a sua personalidade? seus traços? seus defeitos e qualidades de có? bem, se sabe, se conhece de tal forma que eu nunca me conheci. Eu nunca soube dizer como eu era, me descrever, me fazer conhecer apenas por palavras e sempre tive um péssimo senso de auto julgamento, por sempre me achar certa, correta, justa e coerente. Embora eu sempre admitir minha prepotência, eu nunca mudei de fato. Prometia a mim mesmo que da próxima vez iria ser diferente, eu abaixaria a cabeça, acataria, e daria lugar a outras narrativas, mas eu sempre preferia a minha, ela parecia bem mais lógica do que qualquer outra. Isso é um tremendo problema, convenhamos que não há nada mais irritante do que prepotência cega. E você? já parou pra pensar como é discutir com você? se você é tão maduro(a) quanto se diz? eu duvido muito. A gente tem mania de se julgar de forma bem mais positiva do que é na realidade, a gente não gosta de apontar nossos próprios erros, porque é bem mais divertido apontar os dos outros. Em meio a tudo isso, há uma coisa que eu gosto de ser: impaciente para falso moralismo, gente apontando e julgando o outro como se fosse isento de pecado e de erros, acha que é mais digno do céu do que um gay, ou uma lésbica, acha que é mais confiável que um negro ou pobre, acha que é mais atraente que um gordo ou magro, coisas que em mim nunca couberam e faço questão de assim manter. Porem eu sou mais uma, tenho meus preconceitos sim, óbvio, como todo mundo, mas não os escondo pra criar uma imagem de boa moça, e tento não ser hipócrita, mesmo sabendo que no fim, todo mundo acabada sendo um pouco de tudo.