sexta-feira, 19 de abril de 2013

Mente minha ou nossa?


Eu sempre me achei bem esquisita, com conceitos no mínimo, únicos. Nunca soube se as coisas que eu penso, o jeito que eu vejo o mundo é só meu, ou muitas outras mentes são como a minha. Um exemplo: sempre fui insegura a minha beleza, mas ao contrário de todas as outras garotas que também sofrem desse mal, eu odeio chamar a atenção e interessar alguém, com exceção do meu namorado, claro. As vezes eu me sinto tão intimidada que dá vontade de levantar o braços e sair dando dedo pra todo mundo que olhar pra mim. Isso é meio sociopatia, mas eu sou uma pessoa simpática, eu só não gosto que as pessoas me notem mais do que deveriam, me deem mais atenção do que a que está sendo vos dadas por mim. 

Pessoas que "não me orgulham" são aquelas que se vestem com a posição de vítima, e agem como se o mundo devesse algo pra elas. Porque, pelo menos pra mim, você não precisa que ninguém sinta compaixão por você pelo fato de você ser gorda, ou pobre ou deficiente em algo. E muito menos você precisa mostrar que é capaz o tempo todo, como se você é que devesse algo pro mundo. Apenas viver, ser feliz, e realizada. Isso é pra mim, o único objetivo e meta que essas pessoas deveriam traçar.

Viver em função dos outros é total perda de tempo. "Não posso usar esse casaco velho, prefiro sentir frio", vale mesmo a pena sentir frio por causa dos outros, os outros pelo menos em troca te aquecem? não? então tem alguém agindo platonicamente aqui, certo? Da pra vê que eu nunca fui popular, né? mas também da pra vê que meus amigos eram verdadeiras diversões pra mim, e eu pra eles. E é assim que tem que ser. Te fazer rir quando você sente vontade de chorar, e te fazer chorar de tanto rir, é a maior função do amigo. E você ganha isso de alguém que só é teu amigo porque você é igual a ele e todos os outros? E enquanto você simplesmente viver na sombra do que é legal pros outros, ninguém vai te admirar de verdade, porque sejamos sinceras, te admirar pelo o que? por concordar? 


quarta-feira, 10 de abril de 2013

Gorda em Potencial


Se tem uma coisa que me interessa, me seduz, me toma a atenção (além do meu namorado) é a comida. Nossa, como eu amo comer. Eu tenho uma mania um pouco esquisita, e nada saudável, embora deva ser bem comum: de precisar estar sempre comendo alguma coisa, qualquer coisa. Quando eu falo qualquer coisa eu to sendo um pouco boazinha, porque além da minha fome eterna eu sou bem chata quando se trata de paladar. Eu não como coisas que eu considero "ruim" mas nem se eu tiver morrendo de fome, se bem que tudo fica mais gostoso quando se está com fome. E a comida tem que primeiro me agradar os olhos, se aquilo tem uma aparência esquisita, pode até ser bem gostoso, mas eu prefiro não experimentar. 

Uma das rasões para eu gostar muito do jeito oriental de fazer sobremesas é a importância que eles dão para a aparência além do sabor (o que é o oposto da culinária tailandesa, que pode até ser gostosa, mas não me desperta o mínimo interesse), quem não gostaria de comer esse bolinho da foto-título? E por falar em culinária oriental, a minha primeira impressão com o Sushi foi horrível, eu tive o azar de experimentar uma comida nas piores circunstâncias possíveis (o Sushi era muito mal feito), e por muito tempo nem queria um perto de mim, até um dia que eu fui lanchar num restaurante oriental e acabei me apaixonando pelo bolinho de arroz com salmão (ou camarão, que é o meu favorito). 

Por mais que meu apetite seja de um gordo mórbido eu tive a sorte (sorte mesmo), de nascer com o incrível poder de mandar toda comida ingerida pro espaço, e não engordo mesmo se comer um boi vivo. O que me descontrola ainda mais quando o assunto é comer. Mas como não falar de comida sem uma seleção muito tentadora de imagens? porque se eu to muito na vontade, todo mundo tem que ficar:

Clique para ampliar e morrer ainda mais de vontade.

Obsessão: The Sims 3


Não sou nenhuma gamer, mas se algo tem The Sims 3 eu já me interesso. Não é de hoje que eu sou apaixonada por esse jogo, desde 2005 ou 2006 que eu já era louca por controlar uma família, e construir casas (etc). Com a evolução do game eu fiquei ainda mais apaixonada, e quando surgiu o 3 então, com gráfico e jogabilidade quase que perfeitos, eu enlouqueci!

Eu comprei ainda na pré venda, e acompanhei antes do lançamento cada novidade, ansiosíssima para jogar a terceira versão, do (na minha opinião) melhor jogo da categoria. Foram uns 30 dias de espera, mas quando o jogo chegou eu estava em outra cidade, então já podem imaginar como eu me senti quando me ligaram falando que o jogo já estava lá em casa. 

Por mais que eu seja louca por esse jogo, eu não tenho muitas expansões, só as que eu considero "essenciais", até pelo fato deu não ter dinheiro pra comprar todas que lançam. Eu tenho a Ambições, Pets, Caindo na Noite, e acho que é só. Mas eu vou comprar a Gerações e Vida de Universitário. 

Como toda boa fã desse jogo, eu tenho as minhas amadas famílias, e até a minha sim favorita: ela é, adivinha? coreana, claro! e, de novo, adivinha? arquiteta. É uma jovem adulta e mora em Sunset Valley, que por mais que seja a cidade base, é umas das que mais gosto: 


Bem, analisando o quando o The sims 3 é detalhista: além da ferramenta de criação que explora quase todo o corpo do sim, você também pode criar uma personalidade, um sonho, empregos, controlar seus empregos, acompanhar diferentes fases da vida, visitar vizinhos, adotar animais, brincar com genética, entre outros mil detalhes. Eu não imagino o que a 4º versão, se é que vai lançar, possa ter de novidade, mas vamos aguardar.

segunda-feira, 8 de abril de 2013

A Capacidade de Odiar


Não faz muito tempo e saiu um vídeo na internet que fez bastante sucesso, mas não positivamente. Em menos de um mês o vídeo alcançou mais de 2 milhões de visualizações. Se trata de um grupo de 5 rapazes dançando de forma sensual (puxando mais pro vulgar) um funk que também fez muito sucesso. Mas a questão não é o conteúdo do vídeo em si, e sim a reação das pessoas ao veem o mesmo. Eu já fui vê o vídeo com intuito de piada, com expectativa de soltar uns risinhos, porém não foi o que aconteceu, ao contrário do que eu esperava eu fiquei horrorizada com tamanha grosseria nos comentários dos vídeos, que de tantos, não dava pra acompanhar. 

Pra se ter uma ideia eu printei alguns, e queria, realmente, achar um sentido em tanto ódio, por que um vídeo com 5 gays dançando funk despertou tanto ódio nas pessoas provocando uma grande cachoeira de grosserias e ignorância? Ou, sendo mais sincera, por que tanta babaquice por causa de um vídeo?


Se analisarmos o vídeo, é de fato uma vulgaridade da parte dos meninos, assim como a maioria das coreografias do funk, mas e dai? o vídeo deveria despertar risos, até vergonha alheia, mas ódio? por que ódio? será que essas pessoas se acharam mesmo no direito de serem tão malvadas porque os garotos dançaram de forma vulgar? E pior, classifica-los de "puta e viado" por causa dessa dança? O corpo é deles, e apenas deles! não há uma regra de expressão corporal, eles dançam do jeito que bem entendem, sem da o direito de ninguém ser grosseiro e estúpido. Mas vamos da uma atenção especial ao primeiríssimo e mais impactante comentário, que abriga pérolas da ignorância como "É por isso que Deus enviou a AIDS pra encher o rabo desses gays, para no fim da vida se arrependerem e pedir perdão por desafiar Deus...". Vamos seguir esse raciocínio muito perspicaz e digamos que Deus realmente condene os homossexuais: (que aliás, foram criados pelo Diabo que tinha inveja, segundo essa pessoa de uma riqueza cultural notável) mesmo condenando, Deus não enviaria a AIDS! ele não faria isso porque Deus é um ser superior e divino, de bondado imensa e inegável.

Quer a minha sincera opinião sobre isso tudo? as pessoas sentem tanto medo de estarem errada, e de ter errado toda a vida que simplesmente não pensam na possibilidade da verdade ser outra. E se Deus não condena os homossexuais? eu posso está errada, mas eu creio que Deus não condenaria ao inferno, e sofrimento eterno uma coisa que não é escolha, é condição. Teria sentido se Deus condenasse todos os  pobres? ou negros? que culpa tem aqueles que nasceram pobre e negro? por que eles teriam que pagar por um pecado que não escolheu cometer? então, seguindo esse raciocínio: que culpa tem aqueles que nasceram gays? e não venha me dizer que a homossexualidade é escolha, porque ninguém escolheria sofrer preconceito e represálias a vida toda, e ainda no final dela ser condenado ao inferno. 

E pra finalizar essa conversa que renderia umas cinco páginas desse blog: uma pessoa que é capaz de sentir tanto ódio de um próximo só porque suas atitudes vai de encontro com o que é dito como certo (com exceção de assassinos, pedófilos, estupradores e etc, claro) como essas que comentaram o vídeo, deveria se tratar, porque isso não é e nunca será normal.

sábado, 6 de abril de 2013

Padrão do Corpo Perfeito


Basta você apenas procurar roupas na internet que já vem modelos magrinhas, e aparentemente "perfeitas" nas roupas. Sei que muita gente vai de encontro com o magro é bonito, muita, porém eu não tenho esse conceito frio de que se você é magro, ao contrário do que dizem, você não é bonito. A gente tem que parar de dizer: que bonito é o magro, não, bonito é o gordo, também não, bonito é o meio termo, etc. Porque de uma forma ou de outra, a gente magoa alguém. Quando as pessoas são agressivas ao ponto de dizerem coisas como "nossa, gente magra é horrível, parece doentes" ou "nossa, como alguém pode achar gente gorda bonita?" acabam magoando muito mais pessoas do que imaginam, o magro se sente mal e o gordo também.

Tem casos de pessoas que não tem tendencia a corpo magro e que se mata pra se manter a baixo dos 50 kg, essas sim que precisam entender que não é que magreza seja feia, é que bonito mesmo, é aparentar saúde, e todo mundo ta cansado de saber que pessoas que tem essa obsessão por ser magra aparenta tudo, menos saúde. Bem, eu sou magra, e tenho muita dificuldade de engordar, muita mesmo, eu queria ganhar uns 6 kg e conseguir manter esse peso (56 kg) já que eu tenho 1, 70. Eu não acho feio gente magra, nem acho feio gente gorda, eu acho feio é gente que dita um padrão e faz outras pessoas não se sentirem bem com o corpo que tem.

Por exemplo, na Coreia do Sul, acho que todo mundo já notou que a maioria dos artistas são magros e esbeltos, alguns até demais, chegando a ser preocupante, e um ou outro perdido é que tem um corpão que a gente brasileiro bem conhece. Por conta dessa ditadura da magreza muitas meninas sul coreanas chegam a ser afastadas por seus familiares ou amigos por apresentar mais peso que o padrão. E isso acontece com artistas também, como uma das minhas bias, Yuri, que em 2010, na passagem do single Oh! para o single Hoot, ela fez uma dieta bem pesada e emagreceu de forma absurda, chegando a assustar os fãs:


Então foi ai que eu notei que esse problema não atinge só aquela menina tímida, quase sem amigos que sonha em ser popular ou reconhecida e acha que a culpa está no corpo que tem, atinge também a artista famosa que tem amor de fãs por todo lado, mas que também vê críticas sobre seu peso. A Yuri sempre foi conhecida como a integrante mais sexy do grupo (as expressões dos rapazes ao fundo, na primeira foto, prova) pelo seu corpo, e pelo movimento que ela conseguia fazer graças ao Yoga. Mas isso não impediu de muitas pessoas comentarem "ela é gorda?" "eu acho ela um pouco acima do peso" e querendo ou não, atingindo a própria Yuri.

Porém, admito, é muita hipocrisia da minha parte não "concordar" com isso tudo. Ser magro ou ser gordo vai muito além de pessoas dizerem o que você deve ser, é o fato de você se olhar no espelho e por mais que todo mundo diga que você é linda, você não se achar atraente. Então essa coisa de "você é linda do jeito que é" nem sempre funciona, vamos ser sinceras. Mas então, se você quer se sentir bem consigo mesmo, que é mais que um direito seu, é um dever. Seja, batalhe por isso, faça academia, uma dieta saudável, e por falar em saudável, seja sempre saudável, ganhando ou perdendo peso, porque aliás, do que adiantaria você finalmente conseguir o corpo que você sempre quis, se você iria ter que tomar cuidados médicos cansáveis durante toda a vida para não morrer? pense bem nisso, seja consciente, e não desista de se sentir feliz.

quinta-feira, 4 de abril de 2013

Experimente: Younha


Pouquíssimas pessoas da nova geração que curte o K-Pop ouvem ou já ouviram a Younha. Por inúmeros motivos, um deles é por ela não ser uma artista muito midiática hoje em dia. Outro é por ela não se encaixar nos atuais padrões de K-Pop, já que suas músicas são mais pesadas, puxando mais pro rock clássico. Mas embora ela não seja a preferida dos novos Kpopers, eu a admiro muito, ela tem um talento inegável e sua música é muito boa, sem falar que ela é a segunda coreana, depois de BoA, a entrar no Top 20 da Oricon (ela é mais conhecida no Japão). Outra peculiaridade da Younha é o fato dela, ao contrário da maioria das artistas femininas do K-Pop, não usar o corpo junto com a voz. Ela não dança, não se veste de forma atraente, apenas toca e canta, então digamos que, ela é uma artista do K-Music e J-Music. 

Para demonstrar em imagens e sons o talento dela eu escolhi um live de um cover da música Viva La Vida de Coldplay, e com certeza vocês vão se apaixonar pelo jeito simples e forte da Younha, e por sua voz doce também:


Eu não conhecia o trabalho da Younha, justamente pelos motivos citados a cima. Ela ficou muito tempo sem lançar nada novo na Coreia, até o ano passado. Eu não ouvi todos os seus álbuns, aliás só ouvi apenas um, SUPERSONIC, porém ele se tornou um dos melhores álbuns coreanos que já escutei, foi lançado em 2012 e tem apenas um single, Run:


Em março desse ano, ela liberou um novo single e logo depois lançou o MV, em pouco tempo ele já estava no topo de vários rankings musicais, o que me deixou um tanto feliz. A música é "It's Not Like That", que conta com uma melodia mais calma, porém no final screams bem altos, mostrando o quão grande é sua potência vocal.